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Desenho II - Desenho com instrumentos132 pgs.pdf

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  • Introdução
  • Instrumentos de desenho
  • Traçado de linhas com instrumentos
  • Construção geométrica
  • Construções geométricas fundamentais
  • Planificação
  • Planificação do prisma
  • Planificação do cilindro
  • Planificação do cone
  • Planificação da pirâmide quadrangular
  • Indicação de estado de superfície
  • Símbolos com indicações complementares
  • Cortes
  • Indicação do plano de corte
  • Omissão de corte
  • Encurtamento
  • Vistas laterais esquerda e direita

Desenho

Desenho II - Desenho com
instrumentos



Desenho II - Desenho com instrumentos
004623 (46.70.12.324-3)

© SENAI-SP, 2009

4
a
Edição. Trabalho revisado pelo Comitê Técnico de Desenho Técnico e editorado por Meios
Educacionais da Gerência de Educação da Diretoria Técnica do SENAI-SP.

Revisão Daniel Camusso
Luiz Carlos Gonçalves Tinoco
Marcilio Manzam
Vladimir Pinheiro de Oliveira
Coordenação editorial Gilvan Lima da Silva


3
a
Edição, 2007. Editoração.


2
a
Edição, 1991.
Trabalho elaborado e editorado pela Divisão de Material Didático da Diretoria de Tecnologia Educacional
do SENAI-SP.

Coordenação Marcos Antonio Gonçalves
Coordenação do projeto Lauro Annanias Pires
Revisão técnica Lauro Annanias Pires
Elaboração Antonio Ferro (CFP 1.02)
José Romeu Raphael (CFP 5.02)
Paulo Binhoto Filho (CFP 5.07)
Ilustração Devanir Marques Barbosa



FICHA CATALOGRÁFICA

S47d SENAI-SP. DMD. Desenho com instrumentos. Por Antônio Ferro et al. 2. ed.
São Paulo, 1991. (Desenho II, 1).

1. Desenho técnico. 2. Desenho com instrumentos. I.t. II.s.


74:62
(CDU, IBICT, 1976)



















SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Departamento Regional de São Paulo
Av. Paulista, 1313 - Cerqueira César
São Paulo – SP
CEP 01311-923

Telefone
Telefax
SENAI on-line
(0XX11) 3146-7000
(0XX11) 3146-7230
0800-55-1000

E-mail
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http://www.sp.senai.br












































Desenho II Desenho com instrumentos
SENAI-SP – INTRANET
CT011-09


Sumário





Introdução 7
Instrumentos de desenho 9
• Prancheta 9
• Régua-tê 10
• Esquadro 11
• Compasso 12
• Traçado de linhas com instrumentos 13
Construção geométrica 19
• Construções geométricas fundamentais
24
Planificação 45
• Planificação do prisma
47
• Planificação do cilindro
51
• Planificação do cone
53
• Planificação da pirâmide quadrangular
55
Indicação de estado de superfície 57
• Acabamento
57
• Rugosidade
59
• Símbolo com indicações complementares
60
• Recartilhar
68
• Tratamento
71
Cortes 73
• Tipos de cortes
75
• Indicação do plano de corte
76
• Meio corte
82
• Corte composto
86
• Corte parcial
91
• Hachuras
93
• Omissão de corte
95
Encurtamento 101
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Seção 107
• Indicação da seção
109
Vistas laterais 113
• Vistas laterais esquerda e direita
115
Projeção ortogonal especial 117
• Vista auxiliar
118
• Vista especial com indicação
120
• Rotação de elementos Oblíquos
121
• Vista simplificada
124
Projeção no terceiro diedro 125
• Comparação entre projeções de uma mesma peça no primeiro e terceiros
diedros 126


Desenho II Desenho com instrumentos
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CT011-09
7


Introdução



No fascículo “Iniciação ao desenho” foram dados os primeiros passos para o
aprendizado do desenho técnico, com o estudo do traçado à mão livre.

O objetivo deste fascículo é completar a matéria básica para o aprendizado de
desenho técnico, utilizado em diversas ocupações, e introduzir a execução do traçado
com instrumentos.

Inicialmente será abordado o traçado em construções geométricas e planificação. Em
seguida, serão estudados as indicações de estados de superfície, os cortes e as
projeções especiais.
Desenho II Desenho com instrumentos
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Desenho II Desenho com instrumentos
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CT011-09
9


Instrumentos de desenho



Instrumentos de desenho são objetos destinados a traçados precisos.

Os instrumentos de desenho mais comuns são:
• Prancheta;
• Régua-tê;
• Esquadro;
• Compasso.


Prancheta

A prancheta é um quadro plano usado como suporte do papel para desenhar.

Há vários tipos de prancheta. Algumas são colocadas sobre mesas e outras são
apoiadas em cavaletes.


Desenho II Desenho com instrumentos
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10
Régua-tê

A régua-tê é um instrumento usado para traçar linhas retas horizontais.



Fixação do papel na prancheta
Para fixar o papel na prancheta é necessário usar a régua-tê e a fita adesiva.

Durante o trabalho, a cabeça da régua-tê fica encostada no lado esquerdo da
prancheta. A margem da extremidade superior do papel deve ficar paralela a haste da
régua-tê. Veja a figura:




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11
Esquadro

O esquadro é um instrumento que tem a forma do triângulo retângulo e é usado para
traçar linhas retas verticais e inclinadas. Os esquadros podem ser de 45° e de 60°.



O esquadro de 45º tem um ângulo de 90º
e os outros dois ângulos de 45º
O esquadro de 60º tem um ângulo de
90º, um de 60º e outro de 30º

Os esquadros são adquiridos aos pares: um de 45° e outro de 60°. Ao adquirir-se um
par de esquadros deve-se observar que o lado oposto ao ângulo de 90° do esquadro
de 45° seja igual ao lado oposto ao ângulo de 60° do esquadro de 60°.




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12
Compasso

O compasso é um instrumento usado para traçar circunferências e arcos de
circunferência, tomar e transportar medidas.



O compasso é composto de uma cabeça, hastes, um suporte para fixar a ponta-seca e
um suporte para fixar a grafita.




Desenho II Desenho com instrumentos
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Traçado de linhas com instrumentos

Linhas horizontais traçadas com a régua-tê:


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14
Linhas inclinadas traçadas com a régua-tê e um esquadro:


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15
Linhas inclinadas traçadas com a régua-tê e dois esquadros:


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Projeções traçadas com instrumentos:


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Linhas curvas traçadas com compasso





Perspectiva isométrica traçada com instrumentos


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Desenho II Desenho com instrumentos Avaliado pelo Comitê Técnico de
Desenho Técnico/2007.

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CT011-09
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Construção geométrica



Estudadas as características dos instrumentos de desenho técnico, é possível executar
os traçados, desenvolvendo as construções geométricas e planificação.

Para aprender as construções geométricas é necessário estudar os conceitos de:
• Retas perpendiculares;
• Retas paralelas;
• Mediatriz;
• Bissetriz;
• Polígonos regulares;
• Linhas tangentes;
• Concordância.

Duas retas são perpendiculares quando são concorrentes e formam quatro ângulos
retos.






Desenho II Desenho com instrumentos

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20
Duas retas são paralelas quando estão no mesmo plano e não se cruzam.



Mediatriz é uma reta perpendicular a um segmento de reta que divide este segmento
em duas partes iguais.



A reta m é a mediatriz do segmento de reta AB. Os segmentos da reta AM e MB têm a
mesma medida. O ponto M chama-se ponto médio do segmento de reta AB.
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Bissetriz é uma semi-reta que tem origem no vértice de um ângulo e divide o ângulo
em duas partes iguais.


A semi-reta r é a bissetriz do ângulo A.

Polígono é toda figura plana fechada. Os polígonos regulares têm todos os lados
iguais e todos os ângulos iguais. O polígono regular é inscrito quando desenhado com
os vértices numa circunferência.



Linhas tangentes são linhas que têm só um ponto em comum e não se cruzam. O
ponto comum às duas linhas é chamado ponto de tangência.
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Os centros das duas circunferências e o ponto de tangência ficam numa mesma reta.



O raio da circunferência e a reta são perpendiculares no ponto de tangência.



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Concordância de duas linhas é a ligação dessas duas linhas com um arco de
circunferência. A circunferência utilizada para fazer a ligação é tangente às duas linhas.


Concordância de duas retas paralelas


Concordância de duas retas concorrentes


Concordância de uma circunferência com uma reta

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Concordância de duas circunferências


Construções geométricas fundamentais

1. Perpendicular (ponto sobre a reta)


Dados a reta s e o ponto P,


Determine os pontos A e B, com qualquer
abertura do compasso e com centro em P.



Determine o ponto C, com o compasso em
uma abertura maior que AP e centro em
A e B.





Trace uma reta passando pelos pontos P e
C. Essa reta é a perpendicular.



Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
25
2. Perpendicular (ponto fora da reta)



Dados a reta r e o ponto P,


Determine os pontos A e B, com o
compasso em uma abertura qualquer e
centro em P.


Determine o ponto C, com o compasso
em uma abertura qualquer maior que a
metade de ABe centro em A e B





Trace uma reta passando pelos pontos
P e C. Essa reta é a perpendicular.


Desenho II Desenho com instrumentos

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3. Perpendicular na extremidade do segmento

Dado o segmento AB,
marque um ponto C, próximo à
extremidade a ser traçada a
perpendicular.


Determine o ponto D, com abertura do
compasso ACe centro em A e C.


Trace um arco aposto ao ponto C, com
abertura do compasso ACe centro
em D.



Trace uma reta passando pelos pontos
C e D e obtenha o ponto E.



A perpendicular é a reta que passa
pelos pontos A e E.


Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
27
4. Paralela (ponto dado)



Dados a reta r e o ponto P,



marque na reta r o ponto A deslocado de
P e trace uma reta por P e A.

Determine os pontos B e C, com uma
abertura qualquer de compasso e centro
em A.

Determine o ponto D com a mesma
abertura e centro em P.




Marque o ponto E, com abertura do
compasso BC e centro em D.



Trace uma reta passando pelos pontos P
e E. A reta que passa por P e E é
paralela à reta r.


Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
28
5. Paralela (distância dada)


Dadas a reta r e a distância d,

determine os pontos A e B
sobre a reta r.

Trace as perpendiculares t e s
pelos pontos A e B.



Marque a distância d nas
perpendiculares t e s, com o
compasso em A e B, e obtenha
assim os pontos C e D.


Trace uma reta que passe pelos
pontos C e D. Essa reta é
paralela à reta r na distância
dada d.

6. Mediatriz


Dado o segmento de reta AB,
Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
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determine os pontos C e D,
traçando arcos com o compasso
em uma abertura maior que a
metade do segmento AB e
centro em A e B.





Trace uma perpendicular que
passe pelos pontos C e D. Essa
perpendicular é a mediatriz. M é
o ponto médio do segmento AB.


7. Bissetriz




Dado o ângulo de vértice A,




determine os pontos B e C, utilizando o
compasso com abertura qualquer e centro
em A.

Desenho II Desenho com instrumentos

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Determine o ponto D, utilizando o
compasso para traçar arcos do mesmo
raio com centro em B e C.




Trace uma reta que passe pelos pontos A
e D. Essa reta é a bissetriz do ângulo
dado.


8. Divisão de segmento de reta em partes iguais (Neste exemplo: cinco partes).


Dado o segmento de reta AB,

determine os pontos C e D,
utilizando o compasso para
traçar arcos de mesmo raio,
com centro em A e B; determine
os pontos E e F por meio de
arcos de mesmo raio, com
centro em C e D; trace retas
auxiliares que passem por AE e
BF.

Desenho II Desenho com instrumentos

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Marque com o compasso cinco
espaços iguais sobre as retas
auxiliares a partir de A e de B.




Trace retas ligando os pontos A
com B5, A1 com B4 e assim
sucessivamente, dividindo o
segmento de reta em cinco
partes iguais.


9. Divisão do ângulo reto em três partes iguais




Dado o ângulo reto de vértice A,




determine os pontos B e C,
utilizando o compasso com qualquer
abertura e centro em A.

Desenho II Desenho com instrumentos

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Com a mesma abertura e centro em
C e B, determine os pontos D e E.




Trace retas que passem por AD e
AE. Essas retas dividem o ângulo
em três partes iguais.


10. Triângulo equilátero inscrito (Divisão da circunferência em três partes iguais)




Dada a circunferência de centro O,
trace uma reta passando pelo
centro, obtendo assim o diâmetro
AB.


Desenho II Desenho com instrumentos

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Determine os pontos C e D por meio
de um arco, com centro em A,
passando pelo centro O.






Ligue os pontos B, C e D,
determinando o triângulo equilátero
inscrito na circunferência.


11. Quadrado inscrito (Divisão da circunferência em quatro partes iguais)





Dada a circunferência de centro O,


Desenho II Desenho com instrumentos

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determine os pontos C e D, traçando
o diâmetro AB e sua mediatriz.






Ligando os pontos A, C, B e D por
segmentos de reta, obtêm-se o
quadrado inscrito.


12. Pentágono inscrito (Divisão da circunferência em cinco partes iguais)



Dada a circunferência de centro O:
trace o diâmetro AB e sua mediatriz,
determinando os pontos C e D; trace
também a mediatriz de OB,
determinando os pontos E, F e G.

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Determine H com abertura do
compasso GC e centro em G. O
segmento CH divide a circunferência
em cinco partes iguais, ou seja: CI,
IJ, JL, LM e MC.






Unindo os pontos que dividem a
circunferência, obtêm-se o
pentágono inscrito.


13. Hexágono inscrito (Divisão da circunferência em seis partes iguais)




Dada a circunferência de centro O,


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CT011-09
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trace uma reta que passe pelo
centro e obtenha os pontos A e B.


Trace os arcos com o compasso em
A e B, passando pelo centro O, e
obtenha, no cruzamento com a
circunferência, os pontos C, D, E e
F. Esses pontos dividem a
circunferência em seis partes iguais.




Unindo os pontos que dividem a
circunferência, obtêm-se o
hexágono inscrito.


14. Triângulo equilátero dado o lado

Dado o segmento AB, lado do
triângulo,





determine o ponto C, traçando arcos
com abertura AB, com centro em A
e B.

Desenho II Desenho com instrumentos

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Ligando os pontos A, C e B com
segmentos de reta, obtêm-se o
triângulo equilátero.


15. Quadrado dado o lado




Dado o segmento AB, lado do
quadrado, trace uma perpendicular
na extremidade A.




Determine C na perpendicular com
abertura AB e centro em A.
Determine o ponto D com a mesma
abertura, por meio de arcos e centro
em B e C.


Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
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Unindo os pontos A, C, D e B por
segmentos de reta, obtêm-se o
quadrado.


16. Determinar o centro do arco





Dado o arco, marque sobre eles três
pontos A, B e C.







Trace os segmentos AB e BC.


Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
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Trace as mediatrizes dos segmentos
AB e BC. O cruzamento das
mediatrizes determina o ponto O,
que é centro do arco.

Observação
Este processo é válido também para
determinar o centro da
circunferência.


17. Concordância entre retas paralelas



Dadas as retas r e s, paralelas e o
ponto A, contido em s,




race uma perpendicular pelo ponto
A, determinando o ponto B.



Trace a mediatriz do segmento AB,
obtendo o ponto O.
Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
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Trace o arco de concordância entre
as duas retas com abertura OA e
centro em O. Os pontos de
tangência são A e B.

18. Concordância entre retas concorrentes


Dado o ângulo formado pelas retas t
e s e o raio do arco de concordância
r,




determine o ponto A, traçando
paralelas às retas t e s.

Determine os pontos de tangência B
e C, traçando a partir de A, linhas
perpendiculares às retas t e s,
respectivamente.
Trace o arco que concordará com as
retas dadas.

Observação
Este processo é válido para
concordância entre retas
concorrentes que formam qualquer
ângulo.


Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
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19. Concordância no ângulo reto




Dadas as retas concorrentes t e s
formando um ângulo de 90° e o raio
do arco de concordância r,




trace um arco determinando os
pontos B e C, com o compasso com
abertura r e centro em A.





Determine D com abertura r e centro
em B e C.




Trace a circunferência determinando
a concordância com as retas t e s,
abertura r e centro em D.


Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
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20. Concordância entre circunferências



Dadas duas circunferências e o raio
do arco de concordância r,


determine os pontos C e D, traçando
semi-retas a partir de A e B. Em
seguida, determine E e F, com
abertura r e centro em C e D,
respectivamente.



Determine o ponto G traçando os
arcos: com abertura AE e centro
em A e com abertura BFe centro
em B.




Determine os pontos de tangência H
e I, ligando A com G e B com G.



Trace o arco de concordância entre
suas circunferências com centro em
G e abertura em r.



Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
43
21. Concordância entre reta e circunferência


Dados a reta s, a circunferência de
centro A e o raio de concordância r,



determine B na circunferência
traçando uma semi-reta a partir de
A.



Determine o ponto C com abertura
do compasso r e centro em B.
Trace um arco com abertura AC e
centro em A.


Trace uma paralela à reta s na
distância r, determinando o ponto D.
Ligue D com A, obtendo o ponto E.
Trace uma perpendicular à reta s
partindo de D, determinando o ponto
F. E e F são os pontos de tangência



Trace o arco que fará a
concordância com abertura r e
centro em D.








Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
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Créditos Comitê Técnico de Desenho Técnico/2007
Elaborador: Antonio Ferro
José Romeu Raphael
Paulo Binhoto Filho
Ilustrador: Devanir Marques Barbosa
Daniel Camusso
Isaias Gouveia da Silva
Luiz Carlos Gonçalves Tinoco
Marcilio Manzam
Vladimir Pinheiro de Oliveira
Desenho II Desenho com instrumentos Avaliado pelo Comitê Técnico de
Desenho Técnico/2008

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CT011-09
45


Planificação





Planificação é um tipo de representação em que todas as superfícies de um modelo
são desenhadas sobre um plano. As planificações são feitas com linhas contínuas e
com linhas tracejadas. As linhas contínuas representam os contornos e as linhas
tracejadas representam os lugares das dobras dos modelos.




Prisma retangular em perspectiva Prisma retangular sendo planificado


Planificação do prisma retangular
Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
46



Cone em perspectiva Pirâmide quadrangular em perspectiva




Cone sendo planificado Pirâmide quadrangular sendo planificada




Planificação do cone Planificação da pirâmide quadrangular


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CT011-09
47
Planificação do prisma

Fases de execução
• Prisma retangular


1
a
fase


2
a
fase





Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
48
3
a
fase


4
a
fase – Conclusão


• Prisma hexagonal




Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
49
1
a
fase


2
a
fase


3
a
fase





Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
50
4
a
fase


5
a
fase – Conclusão



Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
51
Planificação do cilindro



1
a
fase


2
a
fase

Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
52
3
a
fase


4
a
fase – Conclusão



Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
53
Planificação do cone



1
a
fase


2
a
fase




Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
54
3
a
fase


4
a
fase – Conclusão



Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
55
Planificação da pirâmide quadrangular



1
a
fase


2
a
fase



Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
56
3
a
fase


4
a
fase


5
a
fase - Conclusão


































Créditos Comitê Técnico de Desenho Técnico/2008
Elaborador: Antonio Ferro
José Romeu Raphael
Paulo Binhoto Filho
Ilustrador: Devanir Marques Barbosa
Daniel Camusso
Luiz Carlos Gonçalves Tinoco
Marcilio Manzam
Vladimir Pinheiro de Oliveira


Desenho II Desenho com instrumentos Avaliado pelo Comitê Técnico de
Desenho Técnico/2008

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CT011-09
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Indicação de estado de
superfície




O desenho técnico, além de mostrar as formas e as dimensões das peças, precisa
conter outras informações para representá-las fielmente. Uma dessas informações é a
indicação dos estados das superfícies das peças.

Nesta indicação faz-se o uso de símbolos e textos, sendo que estes obedecem para
sua construção as normas de representação de linhas e texto em desenho técnico.


Acabamento

Acabamento é o grau de rugosidade observado na superfície da peça. As superfícies
apresentam-se sob diversos aspectos, a saber: em bruto, desbastadas, alisadas e
polidas.

Superfície em bruto é aquela que não é usinada, mas limpa com a eliminação de
rebarbas e saliências.



Superfície desbastada é aquela em que os sulcos deixados pela ferramenta são
bastante visíveis, ou seja, a rugosidade é facilmente percebida.
Desenho II Desenho com instrumentos

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CT011-09
58


Superfície alisada é aquela em que os sulcos deixados pela ferramenta são pouco
visíveis, sendo a rugosidade pouco percebida.



Superfície polida é aquela em que os sulcos deixados pela ferramenta são
imperceptíveis, sendo a rugosidade detectada somente por meio de aparelhos.



Os graus de acabamento das superfícies são representados pelos símbolos indicativos
de rugosidade da superfície, normalizados pela norma NBR 8404 da ABNT, baseada
na norma ISO 1302.
Desenho II Desenho com instrumentos

SENAI-SP – INTRANET
CT011-09
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Os graus de acabamento são obtidos por diversos processos de trabalho e dependem
das modalidades de operações e das características dos materiais adotados.


Rugosidade

Com a evolução tecnológica houve a necessidade de se aprimorarem as indicações
dos graus de acabamento de superfícies. Com a criação de aparelhos capazes de
medir a rugosidade superficial em μm (micrometro: 1μm = 0,001mm), as indicações
dos acabamentos de superfícies passaram a ser representadas por classes de
rugosidade.

Rugosidade são erros microgeométricos existentes nas superfícies das peças.



A norma da ABNT NBR 8404 normaliza a indicação do estado de superfície em
desenho técnico por meio de símbolos.

Símbolo sem indicação de rugosidade
Símbolo Significado

Símbolo básico. Só pode ser usado quando seu significado for complementado por uma
indicação.

Caracterização de uma superfície usinada sem maiores detalhes.

Caracteriza uma superfície na qual a remoção de material não é permitida e indica que a
superfície deve permanecer no estado resultante de um processo de fabricação anterior,
mesmo se esta tiver sido obtida por usinagem ou outro processo qualquer.


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Símbolos com indicação da característica principal da rugosidade de R
a
Símbolo
A remoção do material
é facultativa é exigida não é permitida
Significado

Superfície com uma rugosidade de um valor
máximo:
R
a
= 3,2μm


Superfície com uma rugosidade de um valor:
máximo: R
a
= 6,3μm
mínimo: R
a
= 1,6μm


Símbolos com indicações complementares

Estes símbolos podem ser combinados entre si ou com os símbolos apropriados.

Símbolo Significado

Processo de fabricação: fresar

Comprimento de amostragem: 2,5mm

Direção das estrias: perpendicular ao plano de projeção da vista

Sobremetal para usinagem: 2mm

Indicação (entre parênteses) de um outro parâmetro de rugosidade
diferent4e de R
a
, por exemplo R
t
= 0,4μm.

Símbolos para direção de estrias
Quando houver necessidade de definir a direção das estrias, isto é, a direção
predominante das irregularidades da superfície, deve ser utilizado um símbolo
adicional ao símbolo do estado de superfície.
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A tabela abaixo caracteriza as direções das estrias e os símbolos correspondentes.

Símbolos para direção das estrias
Símbolo Interpretação

Paralela ao plano de projeção da vista sobre o qual
o símbolo é aplicado.

Perpendicular ao plano de projeção da vista sobre
o qual o símbolo é aplicado.

Cruzadas em duas direções oblíquas em relação
ao plano de projeção da vista sobre o qual o
símbolo é aplicado.

Muitas direções.


Aproximadamente central em relação ao ponto
médio da superfície ao qual o símbolo é referido.


Aproximadamente radial em relação ao ponto
médio da superfície ao qual o símbolo é referido.


A ABNT adota o desvio médio aritmético (R
a
) para determinar os valores da
rugosidade, que são representados por classes de rugosidade N1 a N12,
correspondendo cada classe a valor máximo em μm, como se observa na tabela
seguinte.

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Tabela característica de rugosidade R
a

Classe de rugosidade Desvio médio aritmético
(R
a
)
N12 50
N11 25
N10 12,5
N9 6,3
N8 3,2
N7 1,6
N6 0,8
N5 0,4
N4 0,2
N3 0,1
N2 0,05
N1 0,025

Exemplos de aplicação





Interpretação do exemplo a:
1 é o número da peça.

, ao lado do número da peça, representa o acabamento geral, com retirada de
material, válido para todas as superfícies.

N8 indica que a rugosidade máxima permitida no acabamento é de 3,2μm
(0,0032mm).

Interpretação do exemplo b:
2 é o número da peça.
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o acabamento geral não deve ser indicado nas superfícies. O símbolo significa
que a peça deve manter-se sem a retirada de material.

e dentro dos parênteses devem ser indicados nas respectivas superfícies.

N6 corresponde a um desvio aritmético máximo de 0,8μm (0,0008mm) e N9
corresponde a um desvio aritmético máximo de 6,3μm (0,0063mm).

Os símbolos e inscrições devem estar orientados de maneira que possam ser lidos
tanto com o desenho na posição normal, como pelo lado direito.

Se necessário, o símbolo pode ser interligado por meio de uma linha de indicação.



O símbolo deve ser indicado uma vez para cada superfície e, se possível, na vista que
leva a cota ou representa a superfície.



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Qualidade da superfície de acabamento
SIMBOLOGIA, EQUIVALÊNCIA E PROCESSOS DE USINAGEM.
A tabela que segue, classifica os acabamentos em 12 grupos e os organiza de acordo com o
grau de rugosidade e o processo de usinagem que pode ser usado em sua obtenção. Permite
também visualizar uma relação aproximada entre a simbologia de triângulos e as classes e os
valores de Ra (μm).
Grupos de
rugosidades

Rugosidade
máxima – valores
em Ra (μm).
50 6,3 0,8 0,1
Classes de
Rugosidade
N12 N11 N10 N9 N8 N7 N6 N5 N4 N3 N2 N1
Rugosidade
máxima – valores
em Ra (μm).
50 25 12,5 6,3 3,2 1,6 0,8 0,4 0,2 0,1 0,05 0,025
Informações sobre os resultados de usinagem
Serrar
Limar
Plainar
Tornear
Furar
Rebaixar
Alargar
Fresar
Brochar
Raspar
Retificar
Retificar
Alisar
Superfinish
Lapidar
Polir

Faixa para um desbaste superior

Rugosidade realizável com usinagem comum

Rugosidade realizável com cuidados e métodos especiais


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Informações complementares



Interpretação:
4 é o número da peça.

, ao lado do número da peça, representa o acabamento geral, válido para todas
as superfícies sem indicação.

N11 indica que a rugosidade máxima permitida no acabamento é de 25μm (0,025mm)

, representado dentro dos parênteses e nas superfícies que deverão ser
usinadas, indica rugosidade máxima permitida de 6,3μm (0,0063mm).

, indica superfície usinada com rugosidade máxima permitida de 0,4μm
(0,0004mm).

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Símbolo indicativo de rugosidade

O símbolo básico para a indicação da rugosidade de superfícies é constituído por duas
linhas de comprimento desigual, que formam ângulos de 60º entre si e em relação à
linha que representa a superfície considerada.

6
0
°
H
2
H
1
6
0
°
d
1
h
d'







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Tabela de altura e largura de linhas e caracteres
Altura dos números e letras maiúsculas (h) 3,5 5 7 10 14 20
Largura da linha do símbolo (d’) 0,35 0,5 0,7 1,0 1,4 2,0
Largura das linhas das letras (d) (A)
Altura H1 5 7 10 14 20 28
Altura H2 10 14 20 28 40 56
(A) A largura da linha (d) deve estar de acordo com a forma escrita utilizada para a cotagem dos desenhos
em questão, a saber d= (1/14).h para a forma escrita A, ou d= (1/10).h para escrita na forma B, segundo
NBR 8402.

Disposição das indicações de estado de superfície
Cada uma das indicações de estado de superfície é representada em relação ao
símbolo, conforme as posições a seguir:



Relembre o que cada uma das letras indica:
a. Valor da rugosidade Ra, em μm, ou classe de rugosidade N 1 a N 12;
b. Método de fabricação, tratamento ou revestimento da superfície;
c. Comprimento da amostra para avaliação da rugosidade, em mm;
d. Direção predominante das estrias;
e. Sobre metal para usinagem (μm).

O símbolo dentro dos parênteses representa, de forma simplificada, todos os símbolos
de rugosidade indicados nas projeções:

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Disposição das indicações do estado de superfície no símbolo




Recartilhar

Recartilhar é uma operação mecânica executada por uma ferramenta chamada
recartilha. Essa ferramenta tem uma ou duas roldanas com dentes de aço temperado,
que penetram por meio de pressão na superfície do material e formam sulcos paralelos
ou cruzados.

O recartilhamento permite, assim, melhor aderência manual e evita o deslizamento da
mão no manuseio de peças ou ferramentas, como punção, parafusos de aperto, etc.

A representação do recartilhado deve ser feita de forma simplificada como mostrada na
figura a seguir.

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NBR 14957 - RGE 0,8

Onde:
• MBR 14957 = número desta
norma;
• R = recartilhado;
• G = oblíquo cruzado;
• E = expansão de material;
• 0,8 = passo (t) em milímetros.

Para a cota “t” são determinados os seguintes valores:
0,5 mm; 0,6 mm; 0,8 mm; 1,0 mm; 1,2 mm; 1,6 mm e 2,00 mm.

O passo das estrias das recartilhas é determinado pela distância existente entre os
picos das estrias e deve ser representado conforme a figura abaixo.

d
2
d
1
9
0
°
t
Onde:

• d1 é o diâmetro final;
• d2 é o diâmetro de usinagem;
• t é o passo das estrias.











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Tipos de recartilhado

Símbolo Denominação Representação Pico
Diâmetro da
peça
RAA
Recartilhado
paralelo

- d2=d1-0,5.t
RBR
Recartilhado
oblíquo à
esquerda
30°
- d2=d1-0,5.t
RBL
Recartilhado
oblíquo à direita
30°
- d2=d1-0,5.t
RGE
Recartilhado
oblíquo cruzado
30°
30°

Expansão de
material
(auto relevo)
d2=d1-0,67.t
RGV
Recartilhado
oblíquo cruzado
30°
30°
Expansão de
material
(baixo relevo)
d2=d1-0,33.t
RKE
Recartilhado
paralelo cruzado

Expansão de
material
(auto relevo)
d2=d1-0,67.t
RKV
Recartilhado
paralelo cruzado

Expansão de
material
(baixo relevo)
d2=d1-0,33.t



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Tratamento

Tratamento é o processo que altera propriedades do material da peça: dureza,
maleabilidade, etc. Há ainda os tratamentos apenas superficiais: pintar, oxidar, etc.

Veja as indicações no desenho:



Em algumas peças em função de sua aplicação mecânica faz-se necessário que a
mesma ou parte dela receba um tratamento térmico para melhorar suas características
mecânicas. E estes por sua vez são verificados através de medição de dureza e como
já vimos que devemos indicar a região que receberá o tratamento, temos também de
indicar na peça o local em que se deve ser feito à medição.

Como já vimos na unidade de aplicação de linhas em desenho técnico que devemos
usar uma linha traço ponto grossa para indicar o local do tratamento e temos como
exemplo a figura acima.

Agora, para indicar o ponto de medição usamos o símbolo da figura abaixo.

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Texto
1
,
5
h
3
h
h
90°
Onde:
• h = altura do caractere, observar
as alturas válidas dos caracteres
usados na escrita em desenho
técnico.

Exemplo de aplicação

1
2
20,00

Onde:
• A linha traço dois pontos grossa
indica a região que receberá
tratamento térmico, sendo nesta
caso: Cementado, temperado e
revenido;

• Localização de medição 1: 60 + 3
HRC;
• Localização de medição 2: 38 + 4
HRC;
• Profundidade de cementação: 1,2
+ 0,4 mm.

























































Créditos Comitê Técnico de Desenho Técnico/2008
Elaborador: Antonio Ferro
José Romeu Raphael
Paulo Binhoto Filho
Ilustrador: Devanir Marques Barbosa
Daniel Camusso
Luiz Carlos Gonçalves Tinoco
Marcilio Manzam
Vladimir Pinheiro de Oliveira

Desenho II Desenho com instrumentos Avaliado pelo Comitê Técnico de
Desenho Técnico/2008

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Cortes





Cortar quer dizer dividir, secionar, separar partes de um todo.

Os cortes são utilizados em peças ou conjuntos com a finalidade de representar os
detalhes internos de modo claro, pois através das vistas normais esses mesmos
detalhes seriam de difícil interpretação, ou mesmo ilegíveis.

Qualquer pessoa que já tenha visto um registro de gaveta, como o que é mostrado a
seguir, sabe que se trata de uma peça complexa, com muitos elementos internos.













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Se fôssemos representar o registro de gaveta em vista frontal, com os recursos que
conhecemos até agora (linha contínua larga para arestas e contornos visíveis e linha
tracejada estreita para arestas e contornos não visíveis), a interpretação ficaria
bastante prejudicada, como mostra o desenho a seguir.



Para representar um conjunto complexo como esse, com muitos elementos internos, o
desenhista utiliza recursos que permitem mostrar seu interior com clareza.



Mas, nem sempre é possível aplicar cortes reais nos objetos, para seu estudo.

Em certos casos, você deve apenas imaginar que os cortes foram feitos. É o que
acontece em desenho técnico mecânico. Compare as representações a seguir.

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Vista frontal sem corte

Vista frontal com corte

Mesmo sem saber interpretar a vista frontal em corte, você deve concordar que a
forma de representação da direita é mais simples e clara do que a outra. Fica mais fácil
analisar o desenho em corte porque nessa forma de representação usamos a linha
para arestas e contornos visíveis em vez da linha para arestas e contornos não
visíveis.

Na indústria, a representação em corte só é utilizada quando a complexidade dos
detalhes internos da peça torna difícil sua compreensão por meio da representação
normal, como você viu no caso do registro de gaveta.
Mas, para que você entenda bem o assunto, utilizaremos modelos mais simples que,
na verdade, nem precisariam ser representados em corte.

Quando dominar a interpretação de cortes em modelos simples, você estará preparado
para entender representação em corte em qualquer tipo de modelo ou peça.

As representações em corte são normalizadas pela ABNT, por meio da norma NBR
10.067.


Tipos de cortes

Corte total
Meio corte
Corte em desvio
Corte parcial
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Corte total
Corte total é aquele que atinge a peça em toda a sua extensão. No desenho técnico
todos os cortes são imaginados e representados sempre que for necessário mostrar
elementos internos da peça ou elementos que não estejam visíveis na posição em que
se encontra o observador.

Você deve considerar o corte total realizado por um plano de corte, também
imaginário.




As partes maciças do modelo, atingidas pelo plano de corte, são representadas
hachuradas. Neste exemplo, as hachuras são formadas por linhas estreitas inclinadas
e paralelas entre si.

As hachuras são formas convencionais de representar as partes maciças atingidas
pelo corte. Mais adiante, você conhecerá a norma técnica que trata desse assunto.




Indicação do plano de corte

A posição do plano de corte deve ser indicada por meio de linha estreita-traço-ponto,
larga nas extremidades e na mudança de direção. O plano de corte deve ser
identificado por letra maiúscula e o sentido de observação por meio de setas.
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Corte nas vistas do desenho técnico
Os cortes podem ser representados em qualquer das vistas do desenho técnico
mecânico. A escolha da vista onde o corte é representado depende dos elementos que
se quer destacar e da posição de onde o observador imagina o corte.
Corte na vista frontal
Considere o modelo abaixo, visto de frente por um observador



Nesta posição, o observador não vê os furos redondos nem o furo quadrado da base.
Para que estes elementos sejam visíveis, é necessário imaginar o corte. Imagine o
modelo secionado, isto é, atravessado por um plano de corte, como mostra a figura
abaixo.



O plano de corte paralelo ao plano de projeção vertical é chamado plano longitudinal
vertical. Esse plano de corte divide o modelo ao meio, em toda sua extensão,
atingindo todos os elementos da peça.

Imagine que a parte anterior do modelo foi removida. Assim, você poderá analisar com
maior facilidade os elementos atingidos pelo corte. Os elementos atingidos pelo corte
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são representados pela linha para arestas e contornos visíveis e as partes maciças do
modelo são representadas hachuradas.

A vista frontal do modelo analisado, com corte, deve ser representada como segue.



Os furos não recebem hachuras, pois são partes ocas que não foram atingidas pelo
plano de corte. Os centros dos furos são determinados pelas linhas de centro, que
também devem ser representadas nas vistas em corte.

A vista superior e a vista lateral esquerda não devem ser representadas em corte
porque o observador não as imaginou atingidas pelo plano de corte.

Logo abaixo da vista representada em corte, no caso a vista frontal, é indicado o nome
do corte e a vista superior é atravessada por uma linha traço e ponto estreita, com dois
traços largos nas extremidades. Essa linha indica o local por onde se imaginou passar
o plano de corte.

As setas sob os traços largos indicam a direção em que o observador imaginou o corte.
As letras do alfabeto, próximas às setas, dão o nome ao corte. A ABNT determina o
uso de duas letras maiúsculas repetidas para designar o corte: AA, BB, CC, etc.

Quando o corte é representado na vista frontal, a indicação do corte pode ser feita na
vista superior, como no exemplo anterior, ou na vista lateral esquerda, como mostra a
ilustração abaixo.

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Corte na vista superior
Como o corte pode ser imaginado em qualquer das vistas do desenho técnico, agora
você vai aprender a interpretar cortes aplicados na vista superior.

IImagine o mesmo modelo anterior visto de cima por um observador.



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Para que os furos redondos fiquem visíveis, o observador deverá imaginar um corte.
Veja, a seguir, o modelo secionado por um plano de corte horizontal.




Este plano de corte, que é paralelo ao plano de projeção horizontal, é chamado plano
longitudinal horizontal. Ele divide a peça em duas partes. Com o corte, os furos
redondos, que antes estavam ocultos, ficaram visíveis.

Finalmente, veja na próxima ilustração, como ficam as projeções ortográficas deste
modelo em corte.



O corte aparece representado na vista superior. As partes maciças atingidas pelo corte
foram hachuradas. A vista frontal e a vista lateral esquerda estão representadas sem
corte, porque o corte imaginado atingiu apenas a vista superior.

O nome do corte: A-A aparece abaixo da vista superior, que é a vista representada em
corte.
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A indicação do plano de corte, na vista frontal, coincide com a linha de centro dos furos
redondos.

As setas, ao lado das letras que dão nome ao corte, indicam a direção em que o corte
foi imaginado.

Quando o corte é imaginado na vista superior, a indicação do local por onde passa o
plano de corte pode ser representada na vista frontal ou na vista lateral esquerda.

Corte na vista lateral esquerda
Observe mais uma vez o modelo com dois furos redondos e um furo quadrado na
base. Imagine um observador vendo o modelo de lado e um plano de corte vertical
atingindo o modelo, conforme a figura a seguir.



Observe na figura seguinte, que a parte anterior ao plano de corte foi retirada,
deixando visível o furo quadrado.



Finalmente, veja na próxima ilustração, como ficam as projeções ortográficas deste
modelo em corte.
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O plano de corte, que é paralelo ao plano de projeção lateral, recebe o nome de plano
transversal.

Nas vistas ortográficas deste modelo em corte transversal, a vista frontal e a vista
superior são representadas sem corte.



O plano de corte, que é paralelo ao plano de projeção lateral, recebe o nome de plano
transversal.

Nas vistas ortográficas desse modelo em corte transversal, a vista frontal e a vista
superior são representadas sem corte.

Quando o corte é representado na vista lateral, a indicação do plano de corte tanto
pode aparecer na vista frontal como na vista superior.


Meio corte

Há tipos de peças ou modelos em que é possível imaginar em corte apenas uma parte,
enquanto que a outra parte permanece visível em seu aspecto exterior. Esse tipo de
corte é o meio-corte.

O meio-corte é aplicado em apenas metade da extensão da peça.

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Somente em peças ou modelos simétricos longitudinal e transversalmente, é que
podemos imaginar o meio-corte.

Observe o modelo a seguir, representado em perspectiva. Em seguida, imagine esse
modelo dividido ao meio por um plano horizontal e depois, dividido por um plano
vertical



Você reparou que, nos dois casos, as partes resultantes da divisão são iguais entre si?
Trata-se, portanto, de um modelo simétrico longitudinal e transversalmente. Nesse
modelo é possível imaginar a aplicação de meio-corte.

Representação do meio corte
Acompanhe a aplicação do meio-corte em um modelo simétrico nos dois sentidos.


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Imagine o modelo atingido até a metade por um plano de corte longitudinal (P1).
Depois, imagine o modelo cortado até a metade por um plano de corte transversal
(P2).



Imagine que a parte atingida pelo corte foi retirada.



O modelo estava sendo visto de frente, quando o corte foi imaginado. Logo, a vista
onde o corte deve ser representado é a vista frontal.



A linha traço e ponto estreita, que divide a vista frontal ao meio, é a linha de simetria.

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As partes maciças, atingidas pelo corte, são representadas hachuradas.

O centro dos elementos internos, que se tornaram visíveis com o corte, é indicado pela
linha de centro. Nesse exemplo, os elementos que ficaram visíveis com o corte são: o
furo passante da direita e metade do furo central.

Metade da vista frontal não foi atingida pelo meio-corte: o furo passante da esquerda e
metade do furo central não são representados no desenho. Isso ocorre porque o
modelo é simétrico. A metade da vista frontal não atingida pelo corte é exatamente
igual à outra metade. Assim, não é necessário repetir a indicação dos elementos
internos na parte não atingida pelo corte. Entretanto, o centro dos elementos não
visíveis deve ser indicado.

Quando o modelo é representado com meio-corte, não é necessário indicar os planos
de corte. As demais vistas são representadas normalmente.

Meio corte nas vistas do desenho técnico
O meio-corte pode ser representado em qualquer das vistas do desenho técnico. A
vista representada em corte depende da posição do observador ao imaginar o corte.
Quando o observador imagina o meio-corte vendo a peça de frente, a vista
representada em corte é a frontal.



Quando o observador imagina o meio-corte vendo o modelo de lado, o meio-corte deve
ser representado na vista lateral esquerda.

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Quando a linha de simetria que atravessa a vista em corte estiver na posição
horizontal, a metade em corte deve ser representada na parte inferior do desenho,
abaixo da linha de simetria.

A escolha da vista onde o meio-corte deve ser representado depende das formas do
modelo e das posições dos elementos que se quer analisar




Corte composto

Certos tipos de peças, como as representadas abaixo, por apresentarem seus
elementos internos fora de alinhamento, precisam de outra maneira de se imaginar o
corte.

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Figura A Figura B

Figura C

O tipo de corte usado para mostrar elementos internos fora de alinhamento é o corte
composto, também conhecido como corte em desvio.
Corte composto por planos paralelos
Imagine o primeiro modelo da figura A sendo secionado por um plano de corte
longitudinal vertical que atravessa o furo retangular e veja como fica sua representação
ortográfica:



Você deve ter observado que o modelo foi secionado por um plano que deixou visível o
furo retangular. Os furos redondos, entretanto, não podem ser observados.

O corte composto torna possível analisar todos os elementos internos do modelo ou
peça, ao mesmo tempo. Isso ocorre porque o corte composto permite representar,
numa mesma vista, elementos situados em diferentes planos de corte.

Você deve imaginar o plano de corte desviado de direção, para atingir todos os
elementos da peça.

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A vista frontal, representada em corte, nesse exemplo, mostra todos os elementos
como se eles estivessem no mesmo plano.

Se você observar a vista frontal, isoladamente, não será possível identificar os locais
por onde passaram os planos de corte. Nesse caso, você deve examinar a vista onde é
representada a indicação do plano de corte.

Observe abaixo que o corte é indicado pela linha traço e ponto na vista superior. Os
traços são largos nas extremidades e quando indicam mudanças de direção dos
planos de corte. O nome do corte é indicado por duas letras maiúsculas, representadas
nas extremidades da linha traço e ponto. As setas indicam a direção em que o
observador imaginou o corte.



Um detalhe importante, é que o desvio deverá ser feito sempre progressivamente
nunca podendo voltar uma linha de corte para trás, para passar por um detalhe
perdido. Nesse caso, deve-se fazer outro corte em outra direção.



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Corte composto por planos concorrentes
Agora você vai conhecer uma outra forma de imaginar cortes compostos. Observe o
flange com três furos passantes, representada a seguir.



Se você imaginar o flange atingido por um único plano de corte, apenas um dos furos
ficará visível. Para mostrar outro furo, você terá de imaginar o flange atingido por dois
planos concorrentes, isto é, dois planos que se cruzam (P1 e P2).



Neste exemplo, a vista que deve ser representada em corte é a vista frontal, porque o
observador está imaginando o corte de frente.

Para representar os elementos, na vista frontal, em verdadeira grandeza, você deve
imaginar que um dos planos de corte sofreu um movimento de rotação, de modo a
coincidir com o outro plano.



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Veja como ficam as vistas ortográficas: vista frontal e vista superior, após a rotação do
elemento e a aplicação do corte.



Na vista frontal, todos os elementos são visíveis e aparentam estar no mesmo plano.
Note que, na vista superior, os elementos são representados sem rotação, na sua
posição real. Nessa vista fica bem visível que este corte é composto por dois planos
concorrentes.

Corte composto por planos sucessivos
Veja mais um tipo de corte composto. A ilustração ao lado mostra um joelho, que é
uma peça usada para unir canalizações.



Para poder analisar os elementos internos dessa peça, você deverá imaginar vários
planos de corte seguidos (P1, P2, P3).

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O corte foi imaginado observando-se a peça de frente. Por isso, a vista representada
em corte é a vista frontal. Na vista superior, os planos de corte sucessivos são
representados pela linha de corte.



A linha traço e ponto, que indica o local por onde passam os planos de corte, é
formada por traços largos nas extremidades e no encontro de dois planos sucessivos.
Você deve ter observado que foram utilizados três planos de corte sucessivos.

São raras as peças em que se pode imaginar a aplicação deste tipo de corte.
Entretanto, é bom que você esteja preparado para interpretar cortes compostos por
mais de dois planos sucessivos quando eles aparecerem no desenho técnico.


Corte parcial

Em certas peças, os elementos internos que devem ser analisados estão concentrados
em partes determinadas da peça.
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Figura A Figura B Figura C


Nesses casos, não é necessário imaginar cortes que atravessem toda a extensão da
peça. É suficiente representar um corte que atinja apenas os elementos que se deseja
destacar. O tipo de corte mais recomendado nessas situações é o corte parcial.

Representação do corte parcial
Observe um modelo em perspectiva, com aplicação de corte parcial.



A linha contínua estreita irregular e à mão livre, que você vê na perspectiva, é a linha
de ruptura. A linha de ruptura mostra o local onde o corte está sendo imaginado,
deixando visíveis os elementos internos da peça.



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A vista representada em corte é a vista frontal porque, ao imaginar o corte, o
observador estava vendo a peça de frente.

Nas partes não atingidas pelo corte parcial, os elementos internos devem ser
representados pela linha para arestas e contornos não visíveis.

Veja agora uma outra maneira de representar a linha de ruptura, na vista ortográfica,
através de uma linha contínua estreita, em ziguezague.



Outros exemplos de corte parcial.






Hachuras

Como você deve ter notado, as superfícies atingidas pelo corte são hachuradas.

O hachurado é traçado com inclinação de 45º em relação à base ou ao eixo da peça.

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Hachuras são linhas estreitas que, além de representarem à superfície imaginada
cortada, mostram também os tipos de materiais.

Você pode definir o espaçamento entre as linhas da hachura, sendo o mínimo
recomendado de 0,7mm. Quando a área maciça atingida pelo corte é muito grande, as
hachuras podem ser representadas apenas perto dos contornos do desenho.



As hachuras são executadas sempre na mesma direção, mesmo quando o corte é
realizado em vários planos, como é o caso do corte composto.



De acordo com a norma NBR 12298 – Representação de área de corte por meio de
hachuras em desenho técnico existe outros tipos de hachuras usadas opcionalmente
para representar materiais específicos, quando a clareza do desenho exigir.
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Omissão de corte

Você já aprendeu muitas noções sobre corte: corte total, corte composto, meio-corte e
corte parcial. Você estudou também a representação em seção, que é semelhante à
representação em corte. E aprendeu como se interpretam desenhos técnicos com
representação de encurtamento, que também requer a imaginação de cortes na peça.
Mas, você ainda não viu tudo sobre cortes.

Observe a vista em corte, representada a seguir. O desenho aparece totalmente
hachurado porque o corte atingiu totalmente as partes maciças da peça.









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Agora, observe os dois modelos abaixo, representados em corte.



Qual destas duas peças corresponde à vista em corte anterior?

Como as áreas atingidas pelo corte são semelhantes, fica difícil, à primeira vista, dizer
qual das peças atingidas pelo corte está representada na vista hachurada. Para
responder a essa questão, você precisa, antes, estudar omissão de corte.

Omissão quer dizer falta, ausência. Nas representações com omissão de corte, as
hachuras são parcialmente omitidas.

Analisando o próximo exemplo, você vai entender as razões pelas quais certos
elementos devem ser representados com omissão de corte. Compare as dois suportes,
a seguir.



O suporte da esquerda é inteiramente sólido, maciço. Já o suporte da direita, com
nervura, tem uma estrutura mais leve, com menos quantidade de partes maciças.
Imagine as duas peças secionadas no sentido longitudinal.

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Como você vê, as áreas atingidas pelo corte são semelhantes. Para diferenciar as
vistas ortográficas das duas peças, de modo a mostrar qual das duas tem estrutura
mais leve, a peça com nervura deve ser representada com omissão de corte. Veja.







Note que, embora a nervura seja uma parte maciça, ela foi representada no desenho
técnico sem hachuras. Na vista em corte, as hachuras da nervura foram omitidas.

Elementos representados com omissão de corte
Apenas alguns elementos devem ser representados com omissão de corte, quando
seccionados longitudinalmente. Esses elementos são indicados pela NBR 10067 e
sendo eles:

a) Parafusos, porcas e arruelas;




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b) Eixos;




c) Rebites



d) Chavetas







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e) Pinos e contrapinos



f) Nervuras



g) Manípulos.




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h) Raios de roda e volantes



i) Dentes de engrenagem;


j) Rolamentos








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Elaborador: Antonio Ferro
José Romeu Raphael
Paulo Binhoto Filho
Ilustrador: Devanir Marques Barbosa
Daniel Camusso
Luiz Carlos Gonçalves Tinoco
Marcilio Manzam
Vladimir Pinheiro de Oliveira
Desenho II Desenho com instrumentos Avaliado pelo Comitê Técnico de
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Encurtamento





Certos tipos de peças, que apresentam formas longas e constantes, podem ser
representadas de maneira mais prática.

O recurso utilizado em desenho técnico para representar estes tipos de peças é o
encurtamento. Ela não apresenta qualquer prejuízo para a interpretação do desenho

Veja o exemplo de um eixo com duas espigas nas extremidades e uma parte central
longa, de forma constante. Imagine o eixo secionado por dois planos de corte, como
mostra a ilustração.



Como a parte compreendida entre os cortes não apresenta variações e não contém
outros elementos, você pode imaginar a peça sem esta parte, o que não prejudica sua
interpretação.


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Na prática o encurtamento acontece da seguinte forma, veja o exemplo abaixo:



Retira-se a parte da peça que tem forma constante e aproximam-se suas
extremidades.





O resultado do encurtamento é representado abaixo. Observe que as cotas não
sofreram qualquer alteração




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Representação do encurtamento no desenho técnico

Nas representações com encurtamento, as partes imaginadas cortadas são limitadas
por linhas de ruptura, que são linhas contínuas estreitas, desenhadas à mão-livre.



Nos desenhos técnicos confeccionados em software de CAD, pode-se optar pela linha
contínua estreita em ziguezague para representar os encurtamentos.



Mais de um encurtamento na mesma peça

Certos tipos de peças podem ser imaginadas com mais de um encurtamento. Observe
a chapa com quatro furos, por exemplo. Você pode imaginar um encurtamento do
comprimento e outro no sentido da largura, sem qualquer prejuízo da interpretação da
peça ou de seus elementos.


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O encurtamento pode ser imaginado nos sentidos do comprimento, da altura e da
largura da peça. Pode-se, também, imaginar mais de um encurtamento no mesmo
sentido, como mostra o desenho a seguir.



Representação do encurtamento em peças cônicas e inclinadas



Peça cônica Peça trapezoidal

Representação com encurtamento e seção
É muito comum, em desenho técnico, a seção aparecer na representação com
encurtamento. Aplicando encurtamento e seção em um mesmo desenho,
economizamos tempo e espaço.

O suporte, representado em perspectiva, é uma peça que tem várias partes longas,
onde você pode imaginar encurtamentos. Na vista ortográfica desta peça é possível
representar, ao mesmo tempo, os encurtamentos e as seções.

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Note que a peça está representada através da vista frontal. Neste desenho estão
representados 4 encurtamentos e 4 seções. Duas seções estão indicadas na vista
frontal e representadas fora da vista: Seção AA e Seção BB. Uma seção aparece
rebatida dentro da vista. E a quarta seção aparece representada no encurtamento da
parte inclinada.



















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Créditos Comitê Técnico de Desenho Técnico/2008
Elaborador: Antonio Ferro
José Romeu Raphael
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Daniel Camusso
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Marcilio Manzam
Vladimir Pinheiro de Oliveira

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Desenho Técnico/2008

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Seção



Em desenho técnico busca-se, sempre, a forma mais simples, clara e prática de
representar o maior número possível de informações.

Você já viu como a representação em corte facilita a interpretação de elementos
internos ou elementos não visíveis ao observador. Mas, às vezes, o corte não é
recurso adequado para mostrar a forma de partes internas da peça. Nesses casos,
devemos utilizar a representação em seção.

Secionar quer dizer cortar. Assim, a representação em seção também é feita
imaginando-se que a peça sofreu um corte.











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Existe uma diferença fundamental entre a representação em corte e a representação
em seção. Você vai compreender essa diferença, analisando os desenhos abaixo,
observe a diferença entre as representações em corte e em seção respectivamente.


Representação em corte


Representação em seção

Note que, enquanto a representação em corte mostra apenas as partes maciças
atingidas pelo corte e outros elementos, a representação em seção mostra apenas a
parte atingida pelo corte.

A indicação da seção é representada por uma linha traço e ponto com traços largos
nas extremidades aparece na vista frontal, no local onde se imaginou passar o plano
de corte.

A linha de corte onde se imagina o rebatimento da seção deve ser sempre no centro do
elemento secionado.



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Indicação da seção



Próxima a vista e ligada a ela por meio de uma linha estreita traço e ponto.






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Numa posição diferente; neste caso, é identificada de forma convencional.




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Contorno da seção dentro da própria vista é traçado com uma linha fina e estreita.
















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Elaborador: Antonio Ferro
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Vistas laterais



Vista lateral direita é a vista projetada em plano lateral situado à esquerda da vista
frontal.


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Nos casos em que o maior número de elementos visíveis está colocado ao lado direito
da peça, usa-se a vista lateral direita.




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Vistas laterais esquerda e direita

As vistas laterais esquerda e direita são usadas quando a peça a ser desenhada
apresenta elementos importantes nos seus lados esquerdo e direito. Nesse caso, as
linhas tracejadas desnecessárias devem ser omitidas nas vistas laterais.




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Projeção ortogonal especial



Peças com partes inclinadas apresentam deformações quando representadas em
projeções normais.

Exemplo:



Por essa razão utilizam-se outros recursos tais como a vista auxiliar, a vista especial
com indicação, a rotação de elementos oblíquos e a vista simplificada.


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Vista auxiliar

São projeções parciais, representadas em planos auxiliares para evitar deformações e
facilitar a interpretação.



Rebatimento dos planos



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Conclusão:

Projeção ortogonal com utilização de vista auxiliar:



Outros exemplos:






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Vista especial com indicação

São projeções parciais representadas conforme a posição do observador. È indicada
por setas e letras.










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Rotação de elementos oblíquos

Peças com partes ou elementos oblíquos são representadas convencionalmente,
fazendo-se a rotação dessas partes sobre o eixo principal e evitando-se assim, a
projeção deformada desses elementos.


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Outros exemplos de elementos oblíquos:


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Vista simplificada

Podemos substituir uma vista, quando não acarretar dúvidas, executando a vista
simplificada conforme os exemplos:












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Projeção no terceiro diedro



Estudando as projeções ortogonais, observou-se até agora a seguinte posição dos
elementos: observador, objeto e plano, ou seja, projeção no primeiro diedro.

Para a projeção no terceiro diedro, a posição dos elementos é a seguinte: observador,
plano e objeto.


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Comparação entre projeções de uma mesma peça no primeiro e no terceiro
diedros


1
o
diedro 3
o
diedro

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Outro exemplo:



1
o
diedro



O método de projeção ortogonal no 1º diedro é indicado, na legenda do desenho, pelo
símbolo:


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3
o
diedro



O símbolo que indica o método de projeção ortogonal no 3º diedro é:


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O símbolo deve ter as seguintes dimensões:


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Aprendizagem Industrial
Desenho

004622 (46.70.11.311-1) Desenho I - Iniciação ao desenho
032234 (46.70.11.311-1) Desenho l - Iniciação ao desenho - Exercícios 1

004623 (46.70.12.324-3) Desenho II - Desenho com instrumentos
032235 (46.70.12.324-3) Desenho II - Desenho com instrumentos - Exercícios 2

004624 (46.70.13.337-6) Desenho III - Desenho para caldeiraria
032236 (46.70.13.337-6) Desenho III - Desenho para caldeiraria - Exercícios 3

004625 (46.70.13.341-9) Desenho III - Desenho para marcenaria
032237 (46.70.13.341-9) Desenho III - Desenho para marcenaria - Exercícios 4

004626 (46.70.13.359-3) Desenho III - Desenho para mecânica
032238 (46.70.13.359-3) Desenho III - Desenho para mecânica - Exercícios 5

004627 (46.70.13.365-1) Desenho III - Desenho para modelação
032239 (46.70.13.365-1) Desenho III - Desenho para modelação - Exercícios 6

004628 (46.70.13.373-2) Desenho III - Desenho para serralharia
032240 (46.70.13.373-2) Desenho III - Desenho para serralharia - Exercícios 7


























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